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  • Foto do escritorNayara Gavinho

A paixão paralela de uma publicitária pela área da Saúde - Por trás da nécessaire de medicamentos

Quando eu comento com alguém sobre a minha paixão pela área da Saúde e admiração pela indústria farmacêutica, percebo que fica uma incógnita no ar: “Ué, mas ela sempre atuou com publicidade, comunicação, cosméticos…” Sim, e uma coisa não anula as outras, não é mesmo? rsrs


O que gostaria de contar é um pouco sobre como nasceu essa paixão, bem como, a eterna curiosidade e vontade de aprender cada vez mais sobre as patologias, sintomatologias e diagnósticos.


Em 2003, meu avô passou a apresentar, de forma repentina, diversos sintomas aleatórios que desafiavam os médicos na obtenção de um diagnóstico claro. Eu ouvia as ligações, boletins, presenciava os sintomas e me perguntava: “Mas por que não sabem o que ele está passando?”.


O Google então, passou a ser a minha enciclopédia e “fonte de distração” favorita, afinal, eu “tinha que descobrir” o porquê daquela falta de ar, as chances de sobrevivência após um transplante de válvula mitral, as complicações de um AVC; coisas que nenhum médico daria atenção para explicar a uma criança de 12 anos.


Eu tinha que entender qual era aquela doença que estava tirando o meu avô de mim…

Os meses passaram e o diagnóstico veio: endocardite. Sim…eu já tinha lido sobre ela no Google, mas…será? Um quadro desencadeado de uma grave infecção de urina que se alastrou pelo corpo, gerando uma infecção generalizada.


Um ano se passou e aquela doença do Google acabou levando o meu avô.


Nos últimos meses de luta, os sintomas dele pareciam refletir, de alguma forma, no meu corpo: falta de ar, dificuldade pra respirar, taquicardias, tonturas…E eu, que já tinha estudado os sintomas e os conhecido de cor, comecei a somatizar tudo - o que ia agravando mais ainda o meu “quadro”. Certa noite, não aguentei: finalmente fui ao pronto-socorro pra contar que “eu estava morrendo” também.

Mas não…os exames? Todos normais! Oxigenação? 99%. Pressão normal, ritmo cardíaco um pouco acelerado, mas NORMAL.


Então, de onde vinha tudo aquilo? Aquelas sensações angustiantes de “semi-morte”?

Um belo dia me contaram que era A Síndrome do Pânico! Por incrível que pareça, a vivência de espectadora do meu avô doente somada à dor da perda, desencadearam em mim um quadro de Transtorno do Pânico e Ansiedade Generalizada.


Agora, a pauta de pesquisa era sobre como “curar” aqueles distúrbios e como me conscientizar de que todos aqueles sintomas eram inofensivos? Confesso que estudar muito sobre o tema foi um dos fatores que mais me tranquilizou; quando você estuda um transtorno e se identifica, tudo fica mais claro e reconfortante, afinal, não era só eu que tinha os tais sintomas indecifráveis (acredito eu que hoje, muito mais gente tem e já é consciente sobre!). Mas claro que, pra sair de uma crise e colocar o neocórtex no seu devido lugar, os remédios foram imprescindíveis! E daí veio a admiração pelos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) rsrs. E não! Isso não é uma apologia, mas sim, um relato de alguém que aprecia os estudos, os testes e, principalmente a eficácia de medicamentos que, só quem precisa e confia, sabe.


Defendo super o tratamento psicológico concomitantemente, afinal, tudo tem uma causa, tudo tem uma raiz. Mas que os antidepressivos vêm cada vez mais salvando vidas, principalmente depois da pandemia, ah, com certeza! Pois conheço diversos casos que não aconteceram devido a um gatilho externo, e sim, devido ao próprio desequilíbrio químico dos neurotransmissores, que ocorre no nosso cérebro.


Falando em Neurociência e Psicologia…


Elas aparecem de uma forma aplicada na minha graduação de Publicidade e Propaganda; não é que o assunto dos neurotransmissores estava lá, mas agora, abordando o comportamento de compra do consumidor? Foi isso o que me fez escolher e direcionou meu próximo passo acadêmico: mesclar a Publicidade e Propaganda com a Neurociência e Psicologia.


Decidi pelo MBA de Ciências do Consumo da ESPM, o que abordou, não somente a Neurociência (tive o grande prazer de ter aula com o Pedro Calabrez), como outros temas muitíssimos relevantes para a compreensão do comportamento do ser humano diante de estímulos de compra.


Em paralelo, participei ainda de outros cursos de Neuromarketing - a atual ciência que busca compreender o comportamento de compra através de equipamentos como EEG, ECG, EMR, fMRI, EMG e Eye Tracking, junto à medição de temperatura e outros dados neurofisiológicos.


Claro que, com o custo dos equipamentos e dos estudos específicos, a prática do Neuromarketing aqui no Brasil ainda é limitada. Ainda assim, existem outras técnicas que podem ser utilizadas para estimular o desejo de compra através da criação de conteúdo, por exemplo, que pode ativar as áreas do cérebro responsáveis pelo prazer e desejo.


E por fim…


Todo esse ciclo composto por diagnósticos, remédios, neurotransmissores tem uma representação específica na vida de cada um. Mas na minha, posso dizer que sempre foi um norte pra guiar muitas decisões importantes na minha vida e compreender, de fato, coisas que parecem ser incompreensíveis.

Pra quem tem algum tipo de preconceito diante do uso de medicamentos, tratamentos controlados ou ainda questiona a evolução da ciência médica, posso aconselhar da forma mais crua: eu não tenho! rsr


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